Não nos venham com esta história de que a arte é arte – e que a vida é outra coisa. No fundo, todo mundo sabe que não é bem assim. A gente já aprendeu que o meio é a mensagem – e que as digitais do músico estão em cada nota, que o suor do pintor se mistura às tintas, que a voz do escritor mora nas entrelinhas. A personalidade, a crença, o momento histórico: em que instante da obra se revela o autor? É hora de colocar o eu lírico em primeira pessoa. E tirar de cena este papo de “mera coincidência”.
Nós somos Meiryelle Souza e Mariana Miranda. E você, quem é?